O corpo ressuscitado

 Lições da Bíblia1

Em 1 Coríntios 15:35 a 39, Paulo passa a tratar, ainda que brevemente, do corpo na ressurreição. Ele abre essa seção com duas perguntas: “Como é que os mortos ressuscitam? E com que corpo virão?” (1Co 15:35). As respostas aparecem em 1 Coríntios 15:36 a 49.

5. Leia 1 Coríntios 15:36-41. Como esse trecho responde às perguntas de 1 Coríntios 15:35?

1 Coríntios 15:35 (NAA)2: Mas alguém dirá: “Como é que os mortos ressuscitam? E com que corpo virão?”

1 Coríntios 15:36-41 (NAA)2: 36 Insensato! O que você semeia não nasce, se primeiro não morrer. 37 E, quando semeia, você não semeia o corpo que há de ser, mas o simples grão, como de trigo ou de qualquer outra semente. 38 Mas Deus lhe dá corpo como ele quer dar e a cada uma das sementes dá o seu corpo apropriado. 39 Nem toda carne é a mesma; porém uma é a carne dos seres humanos; outra, a dos animais; outra, a das aves; e outra, a dos peixes. 40 Também há corpos celestiais e corpos terrestres; e, sem dúvida, uma é a glória dos celestiais, e outra, a dos terrestres. 41 Uma é a glória do sol; outra, a glória da lua; e outra, a das estrelas. Porque até entre estrela e estrela há diferenças de glória.

Paulo usa três comparações para ajudar seus leitores a entenderem o que acontecerá na ressurreição. A primeira (1Co 15:36-38) observa que o corpo é como uma semente que precisa “morrer” (ou deixar de ser semente) para, de modo miraculoso, tornar-se planta. A lição é clara: a ressurreição é um milagre de Deus. A segunda comparação, a analogia dos corpos (1Co 15:39, 40), destaca que, neste mundo, Deus deu tipos distintos de corpos a animais e seres humanos, apropriados ao ambiente atual. Do mesmo modo, nosso corpo será adequado às novas circunstâncias do mundo celestial. Essa ideia prossegue com a analogia do corpo glorioso (1Co 15:40, 41), que enfatiza que a glória do corpo ressuscitado supera imensamente a do corpo anterior, marcado por nossa condição terrena e decaída.

Essa verdade também aparece em quatro contrastes entre o corpo atual e o corpo ressuscitado. O primeiro é terreno, corruptível, fraco e natural; o segundo é celestial, incorruptível, poderoso e espiritual (1Co 15:40-44). Isso não significa ausência de continuidade entre ambos. O uso do termo grego soma (“corpo”) tanto para o corpo sepultado quanto para o corpo ressuscitado indica continuidade. Por outro lado, os quatro contrastes acima apontam descontinuidade: nosso novo corpo – graças ao Senhor – não será o mesmo corpo sujeito à decadência que temos agora.

Paulo não relaciona o termo “espiritual” a uma existência imaterial. Em outra passagem, ele explica que Jesus “transformará o nosso corpo humilhado, tornando-o semelhante ao Seu corpo glorioso” (Fp 3:21, NVI). Teremos corpo real, porém que não se desgasta nem se corrompe. Como tudo o que conhecemos envolve decadência, doença e morte, é difícil imaginar a vida sem essas coisas, mas é exatamente isso que nos é prometido em Cristo.

De que maneira a certeza de que nosso corpo será transformado à perfeição nos ajuda a lidar, com resiliência, com as limitações físicas que enfrentamos hoje?

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1 LIÇÃO da Escola Sabatina. 1 e 2 Coríntios. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, n. 525, jul. ago. set. 2026. Adulto, Professor.

2 BÍBLIA Sagrada. Traduzida por João Ferreira de Almeida. Revista e Atualizada no Brasil. Edição Revista e Atualizada no Brasil, 3. ed. (Nova Almeida Atualizada). Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2017.

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